Para quem tem tempo!

Cobarde

Quantos se juntaram para produzir um mundo onde o amor platónico imperava?  Somente poetas e cantores, e os demais que vivem de sonhos.
Quantos idealizavam um mundo onde seria possível uma relação através de um só olhar? Tantos quanto os demais que nunca concordariam com o mundo que está neste momento em vigor. Onde o ódio e a ganância operam. Onde tudo o que importa é o visual e o individual. Onde o politicamente correto tira lugar a serenatas de plena paixão. Onde as massagens cabeludas dão lugar a cheques carecas.  Onde os largos passeios dão lugar a gravatas apertadas. Onde os beijos carentes dão lugar a pessoas sem reacção.
Eu não me posso queixar. Nasci e cresci neste meio. E só não o aceito porque não me aceitam.
Mas infelizmente não parte só dos outros. É preciso haver alguém a dar o primeiro passo. E quando se idealiza tal passo não podemos deixar de nos confrontar com a questão " O que raios estou eu a fazer?" Já me dizia um amigo meu "Vive. Preocupa-te com as contas depois." Não espero que ela compreenda mas também não finjo que não me afecta. Afinal, uma palavra daquela dimensão deixa sempre mossa. Mas de tantas palavras que o dicionário português contêm, porque raios eu teria de associar aquela palavra àquela pessoa. São caminhos desconhecidos que nem eu sei explicar.
Com o tempo devia ter amenizado... não, pelo contrário. É porque fiz uma boa associação. Não espero que ela goste do que eu estou para aqui a dizer e vai haver muita coisa que ninguém senão ela vai ouvir. Com o tempo eu dir-lhe-ei aquilo que não consegui. Coitada, não é fácil aturar um louco...

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