Para quem tem tempo!

Quem somos nós além de um produto?

Ninguém.
Não inventas nada. Está tudo inventado.
Reinventas.
Quando nasces não és um produto. És infantil, imaturo e imaculado. És, ou formas, uma marca.
Uma marca é o que tu és. É o que chamamos de carisma. É o que se forma na cabeça das pessoas quando se lembram de ti.
Mas isso não é para sempre. Não és só tu. Dizem-te (as más línguas) que tens de viver em comunidade e tens de respeitar toda a gente e fazer o que é necessário para manter essas pessoas em sintonia.
Qual a melhor maneira de fazer isso sem criar um problema descomunal?
Sendo todos iguais.
E somos moldados. Somos sim! Eu acredito piamente que somos. Saímos de um lado e vamos para outro.
Porquê?
Porque nos disseram para tal.
Se acordasse-mos um dia que o nosso meio de sustento voltaria a ser o da troca onde trocaríamos bens que nos fariam mais falta por outros que nos fariam menos falta. Onde não precisávamos de acordar cedo para irmos para um trabalho que odiamos para receber dinheiro que não teria qualquer tipo de interesse.
Percebam também que não poderíamos mais viver vidas boémias. Metade do que conhecem ia mudar.
Mesmo assim, manteriam os vossos empregos?
Eu desde pequeno dizia que queria ser aquilo que sou. E não podia estar mais orgulhoso de mim. Mas sinto que o sou porque tive de ser, ou pelo menos fingir ser alguém que não era. Tive de ser "normal". Tive de saber o mesmo que todos os outros sabiam. Tive de decorar o mesmo que todos os outros decoraram. Tive de ser avaliado tal e qual como todos os outros. E não era diferente. Não sinto que tenha desenvolvido uma marca. Que as pessoas me associassem a algo a não ser ao meu nome e à minha estatura o que é uma coisa ridícula e redutora de fazer na ótica de alguém que não gostava do seu corpo.
E acho que descobri a pólvora porque acho que andei uma vida enganado.
Realmente tens de estar a favor dos padrões se queres algo da sociedade ou se pensas viver em conformidade com ela. O que seria estúpido não fazer porque nasceste nela e nem sabes fazer nada para além disso. Enfim...
Os padrões mantêm-se mas apenas talvez no mercado de trabalho onde não podes ser quem tu és. Tens de ser "profissional", até no ramo do entretenimento. Não podes ser mais do que um boneco que agrada a gregos e a troianos. Se quiseres, podes fazer uma tatuagem num sitio discreto. Como que um ato de desobediência premeditado onde ninguém pode descobrir. Entendem?
Pequenas coisas que só nos pertencem a nós mas como não são bem vistas pela sociedade fazem-nos parecer marionetas.
E até um ponto eu acho que somos. Somos no trabalho, na parte profissional. Somos aí e é inegável a volatilidade dos nossos cargos hoje em dia. Qualquer um que tenha as mesmas apetências que eu e que se "enquadra" na sociedade é mais mais facilmente contratado que eu. Ou até basta só ser mais parecido com todos os outros que eu. O aspeto conta muito. 
O que me dizem da minha linha de pensamento? Estou errado? Estou certo? Comentem na zona de comentários.
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