Para quem tem tempo!

Aquele sensacionalismo:

Olá, conheçam o António.O António não existe e é uma obra do seu criador *cof cof* eu. O António é um talhante - trabalha num talho - e é tido pelos colegas de trabalho como um trabalhador exemplar. Faz o que tem a fazer e até mais. Num dia disseram ao António para matar sem fazer sofrer uma vaca para que a sua carte fosse vendida. O António, como excelente proficional, não só demorou cinco vezes mais tempo que todos os outros colegas de trabalho como matou a vaca aos pontapés. A carne? Rija. Mas isso não interessa. Por muito que goste de comer carne de vaca, o assunto aqui é outro. É que chamar o António de talhante ou de jornalista é a mesma coisa.

Para o leitor, e principalmente para os chicos-espertos que vão cá chegar e dizer que "ai! Mas o jornalismo não é isso. É muito mais. É dizer a verdade e somente a verdade. Não criamos histórias." É? Então venham à procura do canadair comigo.  
Então dizem-me que é ético fazer uma reportagem ao pé de um morto porque dá visualizações ao canal? Um bom profissional é aquele que aldraba o material de raiz para o tornar mais sensacionalista. E quer queiram, quer não, isso recai grandemente nos jornalistas onde um "Não quero dar entrevistas" se traduz num "Individuo mostra-se apreensivo e pouco prestável." 

Era só o que me faltava se tudo fosse sensacionalista neste país. Chegar a um dentista e ele dizer-me "Na oferta de uma protese, oferecemos a segunda!" Ou pior, no oftalmologista, "Se não ficar satisfeito com a armação, leva outra. São duas armações pelo preço de uma e meia!" E o que dizer de um serviço de ação social "Tire a sua senha! Tenha o melhor dia possivel porque vai cá ficar!" 

Ainda bem que os serviços não são sensacionalistas e se deixam ficar na sua. Era só o que faltava ter de ir ao Chiado e do nada ter ao meu lado três ou quatro donos de lojas de lá a provocar em mim uma necessidade estúpida de observar o que eles têm recorrendo a golpes baixos do marketing. Não se percebe.

Acabo por ter de condenar o jornalismo pelo péssimo e sensacionalista papel que está a fazer mas devo alertar o leitor que não é o único ramo a exercer essa carta. Pelo contrário, é dos ramos que mais admite que o faz. Depois temos pequenos exemplos como a CMTV que são tão sensacionalistas que sinto que estou a ver o jornal d'O Incrível. 

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