Para quem tem tempo!

One More Light- Carta de despedida a Chester Bennington



Hoje acordei a achar que seria mais um dia. Mais uma manhã, uma tarde e uma noite. Mas o final da tarde provou ser para mim um suco altamente amargo. Morreu um dos maiores ídolos da minha infância. Não morreu de causas naturais, o que me faz sofrer ainda mais. Morreu porque quis e essa é a pior morte pois já estava morto antes mesmo de pôr termo à própria vida.


Chester Charles Bennington, esta carta é para ti que mesmo jazido, para mim, ainda estás vivo. É incrível como inspiraste tanta gente e mesmo depois de morto continuas a inspirar, esta carta é para ti diretamente de Portugal, diretamente de um qualquer moço da rua. De uma qualquer pessoa. Ainda assim é para ti.


Antes de mais, obrigado. Obrigado por teres, a 20 de março de 1976 em Phoenix, gritado por atenção e teres passado os próximos 40 anos da tua vida a melhorar essa técnica. Obrigado por todos os In the Ends e todos os Numbs. Por todos os hábitos que se quebraram, por todas as vezes que questionei o que fiz. Obrigado pelas letras e pelas longas batalhas pessoais em que tu me acompanhaste. Nunca acompanhei a tua carreira nas outras bandas mas Linkin Park fez por me acompanhar sempre. Quando pisaram o eletrónico fiquei nervoso porque me faltava a tua garra naqueles beats de metal mas, quando este ano lançaram o novo álbum, fui dos poucos a abraça-lo. Não havia berros, não havia mais o sentimento de melancolia e do nervoso moço de cabelo pontiagudo que deu mais um passo que os outros. As melodias eram mais calmas e arranjadas, eram mais adultas. Os adultos não levantam a voz a não ser que seja mesmo preciso. Mas tu precisavas, Chester.


Não compreendo o que se passa nessa tua cabeça e o porquê de teres de morrer, porque nunca se quer, têm-se. E as razões para te manteres vivo que eu alguma vez poderia enumerar seriam só egocêntricas. Ainda assim não devias ter morrido, qualquer o motivo que te mantivesse mais um dia a respirar era o suficiente para eu não te querer nesse caixão onde ficarás para todo o sempre. Era um sonho meu vir a conhecer-te. Paciência, não deu. Mas a razão pela qual não deu entristece-me enormemente e peço desculpa se te estou a desrespeitar de alguma forma.

Deixaste-me triste, desamparado.

No final de contas, isso não interessa.

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